 No âmbito das iniciativas que tomámos para uma celebração
condigna dos 60 anos do Grupo de Xadrez do Porto inclui-se a edição
deste folheto que não pretende ser uma História do Grupo de Xadrez
do Porto (a qual, seguramente, é muito mais rica do que estas curtas
páginas), mas apenas uma resenha, um apanhado, de alguns episódios
da história do Grupo.
Para a sua concretização foi decisiva toda a actividade de
entrevistas, pesquisa e redacção do Rui Pereira,
a quem pretendo expressar público e reconhecido agradecimento.
Contudo, em determinado momento fui invadido pela sensação de que
tal resenha estaria sempre incompleta se se “limitasse” a relatar os
episódios do passado, por muito ricos que eles sejam. Com efeito, os
leitores poderiam tomar conhecimento dos vários acontecimentos aqui
relatados, sem dúvida interessantes (alguns até os poderão achar
apaixonantes), mas teriam sempre dificuldade em conseguir
compreender o verdadeiro espírito do GXP, aquilo que faz dele um
clube único.
E como definir, ou descrever, então, esse espírito? Não é fácil. Mas
uma coisa sei dizer: tem a ver com o facto de estar aberto a todos
os que nele querem estar, e ser o ponto de encontro dos xadrezistas
da zona do Porto, independentemente de até poderem jogar por outros
clubes. Mas, de facto, é no Grupo que o “pessoal” se encontra.
O Rui Pereira sugeriu-me então que pedisse
alguns pequenos depoimentos a conhecidos xadrezistas da nossa praça
que, sendo sócios do Grupo, representam outros clubes. A ideia
pareceu-me boa, porque iria, seguramente, ilustrar o tal espírito
único deste clube.
Não tive muito sucesso, apesar das promessas (de facto os
xadrezistas estão sempre muito atarefados e dispõem de pouco tempo -
ou inspiração - para a escrita...). Mas há sempre excepções. Numa só
frase, o João Cadillon conseguiu sintetizar magnificamente o sentir
de muitos:
“Ser sócio do Grupo é mais do que ser sócio de um mero clube: é
estar no Xadrez com quem Nele está por bem”.
As outras tiveram os nomes de Arlindo Vieira e José Carlos Prezado
(vejam os seus textos, que vêm a seguir). Na ausência de outros
depoimentos optei por apresentar uma relação de vários xadrezistas
sócios do GXP e que são mais conhecidos da “comunidade escaquística”
pelo facto de representarem outros clubes. Alguns raramente aparecem
no Grupo, pelo que a sua permanência como sócios evidencia
claramente uma atitude de apoio solidário com o clube. Outros são
frequentadores habituais, alguns até extremamente assíduos.
É assim o Grupo...
Mário Marques |